sábado, 18 de outubro de 2025

Desdobramento



O amor é curioso sentimento 

Se não cuida tem metamorfose 

Tudo suporta 

Mas tudo sofre em dobramento 

No início só enxerga o lindo 

No final só o lazarento

No início são beijos

No final é só cumprimento 

No início é cumplicidade

No final é apontamento 

No início é vivacidade

No final é sonolento 

No início é saudade 

No final é esquecimento

No início são doces palavras 

No final só argumentos 

No início é a razão 

No final é arrependimento

No início é tesão 

No final engulhamento

No início é tudo

No final é fraguimento

No início é troca 

No final é ressentimento 

No início é paz 

No final é sofrimento 

No inicio é um gatinho 

No final é um jumento 

No inicio é divertido 

No final é constrangimento 

No inicio é fogo 

No final é fumacento 

No início  é benção 

No final é livramento

Só se não cuidar...

Mas se cuida não muda

Fica firme, forte e vivo 

Do início ao envelhecimento


Daniel Simões

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Nós e a Chuva


sábado, 16 de fevereiro de 2019

À sombra

Sem querer me vi por querer
E me vi querendo de ti saber
Todavia, havia em mim, quando te via, um calor que não sabia donde vinha

Um rubor na face, um tambor acelerado no peito
Dum jeito que me dava tremor
Defeito em ti jamais viria
Assim eu te via
Via e me escondia

Vergonha sem vergonha
A insonia alimentava minha libido
Tímido e ressentido dentro de minha pessoa
Noites em claro à toa...

Amor calado
Sem sentidos e sem sentido
Um coração baqueado
Num peito sofrido
Amor covarde, por ficar escondido
Talvez corajoso, por de amor já ter morrido

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Balanço


Vai e vem
A vida é feita disso
Um pêndulo refém
De um balanço infinito

Balança para a frente
Conquistas e desejos realizados
O querer saciado
Não nos importamos com o presente

Almejamos o futuro
Balançando lá na frente
O hoje quase ausente
Vagando perdido pela mente

E quando o balanço volta
Nos retira os sonhos
Lançados para longe
Onde não alcançamos

A vida é um eterno balanço
E querer ainda é o impulso
Não importa quantas vezes ele volta
O que importa, é a vontade de ir para a frente.


Viver

A força para viver
Está na possibilidade de amar
De rir, de chorar, de sofrer
De querer e não querer
De ser querido e não ser

Está na saudade
Na vontade
Na amizade
Na inimizade
No confronto e na paz

A força para viver
Está na ausência
No convivio
Na conivência
No improviso

A força para viver
Está no insistir
É ser teimoso
Está no cair, no levantar e persistir

A força para viver
São todos os sete sentidos
Unidos, nos faz seguir o curso
Bravos, ávidos e destemidos
Num percurso cujo fim já é sabido


segunda-feira, 5 de março de 2018

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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Força da Natureza



Mar revôlto, seus cabelos
Afago e me afogo em seu cheiro
Puxo contra mim o seu fôlego
Luto com sua língua nesse ósculo

Brasa incandescente, sua pele
Deslizo e me queimo por inteiro
Suas chamas na minha febre, me arrepio
Queimamos em gotas nosso combustível

Abalo sísmico, em nossa cama
Te seguro e o tremor me arrebata
Entrelaçados pela força do amor
Urramos aos quatro ventos nosso gozo






sábado, 9 de abril de 2016

Foice



Foi-se o tempo do respeito
Pessoas não se respeitam mais
Foi-se o tempo... Ficou para trás

Foi-se o tempo da honestidade
Pessoas honestas; raridades desiguais
Foi-se o tempo... Ficou para trás

Foi-se o tempo da virtude
Vende-se nos dias atuais
Foi-se o tempo... Ficou para trás

Foi-se o tempo da humildade
Os egos são colossais
Foi-se o tempo... Ficou para trás

Foi-se o tempo do amor
Morto. Cortado pela foice
Da ambição dos dias atuais

 

                               Daniel Simões

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Café Da Manhã


Ainda com os olhos fechados
Deslizo por seu corpo uma das mãos
Meu membro te encoxa, excitado
Ofegante e trêmula está sua respiração

Nessa conchinha gostosa
Nossos corpos buscam se aninhar
Se preparam nessa manhã chuvosa
Pra apenas um se tornar

Você rebola até que eu encaixo
Mexe gostoso e pede mais
O edredom desliza cama abaixo
Fugindo do  gozo que nos compraz

Os gemidos, essa nossa canção
Aumentam com as batidas do coração
Ruborizados, fervilhamos para a explosão
E explodimos em gozo essa nossa paixão



Unganda



A brisa toca o sino na varanda
E o dia está apagado por nuvens que encobrem a esperança
A melancolia dessa segunda-feira em Unganda
Trás de volta á mim sua lembrança

Me escondi do outro lado do mundo
Ás pressas, ás cegas corri
Por entre as matas desse solo fecundo
Pois vivendo para você foi que morri

Mas de nada adianta a distância
Quando o amor transpõe os mares
De amor uma enorme ignorância
Que não vive sozinho, só aos pares

Espero o alvorecer do sol dessa bela terra
Que me irradie a vida que um dia perdi
Sobrevivente serei dessa minha guerra
E um dia da dor desse amor irei sorrir

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Pena Apenas

Não sei o quanto de mim sobrou em você
Saber, já não me importa mais
Capaz de viver sem você agora sou
Dor já não sinto mais

Não sei o quanto de mim sobrou em você
Viver é o que me importa mais
Atrás dos meus sonhos me lancei
Busquei o que me satisfaz

Não sei o quanto de mim sobrou em você
Te perder já não me leva as lágrimas
Magoas já não me oprimem mais
Jáz, em paz, todo o seu amor

Sei o quanto de você sobrou em mim
Enfim, um sentimento ainda ficou
Criou no momento da despedida
Contida pena, apenas, restou

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

VI Prêmio de Literatura Contemporânea


BOOOOOOOOORA POOOOOVO!!!! votar no meu livro que está concorrendo ao Vl prêmio de Literatura Contemporânea do Clube De Autores. Só clicar no link abaixo que dá acesso direto a página do livro, seguir os passos para votação e pronto!



sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Minh'Alma




Minh'alma vaga pelo seu mundo
Te procura através do véu dos sonhos
Se alimenta da esperança de te ter
Busca os rastros do seu amor

Minh'alma desprendeu-se de tudo
Respira o ar em seu entorno
Transborda meu desejo de querer-te
Suspira pelo amor que não tem

Minh'alma perdeu-se na vontade
Doida, imensurável de amar-te
De sentir sua pele crua
Despojada, livre, firme e suada

Minh'alma confunde sonho e fantasia
Irradia,  pulsa, sinaliza, mas você não é capaz de ver
Grita seus versos mudos para ninguém ouvir
Seu lamento de dor




sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Novidades!!!!

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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Fugindo Da Rotina


Na porta da sala atrapalho sua saída
Atrasada, diz não e tenta fugir
Mas te seguro pelos ombros logo em seguida
Chuto a porta para você não sair

Pela nuca seguro seus cabelos
Te encoxo por trás, contra a parede
Sinto o eriçar de todos os seus pelos
Meu hálito quente em seu pescoço revela minha sede

Com seus cabelos enrolados, firmes em minha mão
Devagar roço os lábios por sua orelha
Você sente pulsar contra suas nádegas o meu tesão
Minha boca na sua emparelha

Deslizo a mão por sua barriga
E com ela caminho até seus seios
Você tenta sair, mas logo se entrega
Logo que seus mamilos rodeio com os dedos

Beijo seu pescoço, subo até atrás do seu ouvido
Ofegando te falo uma sacanagem
Você morde os lábios, solta um gemido
Empina a bunda, me fazendo uma massagem

Passo a mão por suas coxas
Subindo, vou levantando a sua saia
Puxo com força, rasgo e ela cai frouxa
Com a boca desço sua calcinha

Te giro e de frente toda despida
Só restou o salto alto vermelho da vestimenta
Se apóia no aparador com as pernas erguidas
Abre seu sexo em minha boca, onde minha língua adentra

Brinco dentro de você com minha língua sacana
Força com suas mãos minha cabeça adentro, tentando me engolir
Geme alto como uma vadia insana
E goza em minha cara seu elixir