sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Força da Natureza



Mar revôlto, seus cabelos
Afago e me afogo em seu cheiro
Puxo contra mim o seu fôlego
Luto com sua língua nesse ósculo

Brasa incandescente, sua pele
Deslizo e me queimo por inteiro
Suas chamas na minha febre, me arrepio
Queimamos em gotas nosso combustível

Abalo sísmico, em nossa cama
Te seguro e o tremor me arrebata
Entrelaçados pela força do amor
Urramos aos quatro ventos nosso gozo






sábado, 9 de abril de 2016

Foice



Foi-se o tempo do respeito
Pessoas não se respeitam mais
Foi-se o tempo... Ficou para trás

Foi-se o tempo da honestidade
Pessoas honestas; raridades desiguais
Foi-se o tempo... Ficou para trás

Foi-se o tempo da virtude
Vende-se nos dias atuais
Foi-se o tempo... Ficou para trás

Foi-se o tempo da humildade
Os egos são colossais
Foi-se o tempo... Ficou para trás

Foi-se o tempo do amor
Morto. Cortado pela foice
Da ambição dos dias atuais

 

                               Daniel Simões

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Café Da Manhã


Ainda com os olhos fechados
Deslizo por seu corpo uma das mãos
Meu membro te encoxa, excitado
Ofegante e trêmula está sua respiração

Nessa conchinha gostosa
Nossos corpos buscam se aninhar
Se preparam nessa manhã chuvosa
Pra apenas um se tornar

Você rebola até que eu encaixo
Mexe gostoso e pede mais
O edredom desliza cama abaixo
Fugindo do  gozo que nos compraz

Os gemidos, essa nossa canção
Aumentam com as batidas do coração
Ruborizados, fervilhamos para a explosão
E explodimos em gozo essa nossa paixão



Unganda



A brisa toca o sino na varanda
E o dia está apagado por nuvens que encobrem a esperança
A melancolia dessa segunda-feira em Unganda
Trás de volta á mim sua lembrança

Me escondi do outro lado do mundo
Ás pressas, ás cegas corri
Por entre as matas desse solo fecundo
Pois vivendo para você foi que morri

Mas de nada adianta a distância
Quando o amor transpõe os mares
De amor uma enorme ignorância
Que não vive sozinho, só aos pares

Espero o alvorecer do sol dessa bela terra
Que me irradie a vida que um dia perdi
Sobrevivente serei dessa minha guerra
E um dia da dor desse amor irei sorrir

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Pena Apenas

Não sei o quanto de mim sobrou em você
Saber, já não me importa mais
Capaz de viver sem você agora sou
Dor já não sinto mais

Não sei o quanto de mim sobrou em você
Viver é o que me importa mais
Atrás dos meus sonhos me lancei
Busquei o que me satisfaz

Não sei o quanto de mim sobrou em você
Te perder já não me leva as lágrimas
Magoas já não me oprimem mais
Jáz, em paz, todo o seu amor

Sei o quanto de você sobrou em mim
Enfim, um sentimento ainda ficou
Criou no momento da despedida
Contida pena, apenas, restou

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

VI Prêmio de Literatura Contemporânea


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