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segunda-feira, 5 de março de 2018
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
Força da Natureza
Mar revôlto, seus cabelos
Afago e me afogo em seu cheiro
Puxo contra mim o seu fôlego
Luto com sua língua nesse ósculo
Brasa incandescente, sua pele
Deslizo e me queimo por inteiro
Suas chamas na minha febre, me arrepio
Queimamos em gotas nosso combustível
Abalo sísmico, em nossa cama
Te seguro e o tremor me arrebata
Entrelaçados pela força do amor
Urramos aos quatro ventos nosso gozo
sábado, 9 de abril de 2016
Foice
Foi-se o tempo do respeito
Pessoas não se respeitam mais
Foi-se o tempo... Ficou para trás
Foi-se o tempo da honestidade
Pessoas honestas; raridades desiguais
Foi-se o tempo... Ficou para trás
Foi-se o tempo da virtude
Vende-se nos dias atuais
Foi-se o tempo... Ficou para trás
Foi-se o tempo da humildade
Os egos são colossais
Foi-se o tempo... Ficou para trás
Foi-se o tempo do amor
Morto. Cortado pela foice
Da ambição dos dias atuais
Daniel Simões
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Café Da Manhã
Ainda com os olhos fechados
Deslizo por seu corpo uma das mãos
Meu membro te encoxa, excitado
Ofegante e trêmula está sua respiração
Nessa conchinha gostosa
Nossos corpos buscam se aninhar
Se preparam nessa manhã chuvosa
Pra apenas um se tornar
Você rebola até que eu encaixo
Mexe gostoso e pede mais
O edredom desliza cama abaixo
Fugindo do gozo que nos compraz
Os gemidos, essa nossa canção
Aumentam com as batidas do coração
Ruborizados, fervilhamos para a explosão
E explodimos em gozo essa nossa paixão
Unganda
A brisa toca o sino na varanda
E o dia está apagado por nuvens que encobrem a esperança
A melancolia dessa segunda-feira em Unganda
Trás de volta á mim sua lembrança
Me escondi do outro lado do mundo
Ás pressas, ás cegas corri
Por entre as matas desse solo fecundo
Pois vivendo para você foi que morri
Mas de nada adianta a distância
Quando o amor transpõe os mares
De amor uma enorme ignorância
Que não vive sozinho, só aos pares
Espero o alvorecer do sol dessa bela terra
Que me irradie a vida que um dia perdi
Sobrevivente serei dessa minha guerra
E um dia da dor desse amor irei sorrir
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Pena Apenas
Não sei o quanto de mim sobrou em você
Saber, já não me importa mais
Capaz de viver sem você agora sou
Dor já não sinto mais
Não sei o quanto de mim sobrou em você
Viver é o que me importa mais
Atrás dos meus sonhos me lancei
Busquei o que me satisfaz
Não sei o quanto de mim sobrou em você
Te perder já não me leva as lágrimas
Magoas já não me oprimem mais
Jáz, em paz, todo o seu amor
Sei o quanto de você sobrou em mim
Enfim, um sentimento ainda ficou
Criou no momento da despedida
Contida pena, apenas, restou
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