segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Balanço


Vai e vem
A vida é feita disso
Um pêndulo refém
De um balanço infinito

Balança para a frente
Conquistas e desejos realizados
O querer saciado
Não nos importamos com o presente

Almejamos o futuro
Balançando lá na frente
O hoje quase ausente
Vagando perdido pela mente

E quando o balanço volta
Nos retira os sonhos
Lançados para longe
Onde não alcançamos

A vida é um eterno balanço
E querer ainda é o impulso
Não importa quantas vezes ele volta
O que importa, é a vontade de ir para a frente.


Viver

A força para viver
Está na possibilidade de amar
De rir, de chorar, de sofrer
De querer e não querer
De ser querido e não ser

Está na saudade
Na vontade
Na amizade
Na inimizade
No confronto e na paz

A força para viver
Está na ausência
No convivio
Na conivência
No improviso

A força para viver
Está no insistir
É ser teimoso
Está no cair, no levantar e persistir

A força para viver
São todos os sete sentidos
Unidos, nos faz seguir o curso
Bravos, ávidos e destemidos
Num percurso cujo fim já é sabido


segunda-feira, 5 de março de 2018

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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Força da Natureza



Mar revôlto, seus cabelos
Afago e me afogo em seu cheiro
Puxo contra mim o seu fôlego
Luto com sua língua nesse ósculo

Brasa incandescente, sua pele
Deslizo e me queimo por inteiro
Suas chamas na minha febre, me arrepio
Queimamos em gotas nosso combustível

Abalo sísmico, em nossa cama
Te seguro e o tremor me arrebata
Entrelaçados pela força do amor
Urramos aos quatro ventos nosso gozo






sábado, 9 de abril de 2016

Foice



Foi-se o tempo do respeito
Pessoas não se respeitam mais
Foi-se o tempo... Ficou para trás

Foi-se o tempo da honestidade
Pessoas honestas; raridades desiguais
Foi-se o tempo... Ficou para trás

Foi-se o tempo da virtude
Vende-se nos dias atuais
Foi-se o tempo... Ficou para trás

Foi-se o tempo da humildade
Os egos são colossais
Foi-se o tempo... Ficou para trás

Foi-se o tempo do amor
Morto. Cortado pela foice
Da ambição dos dias atuais

 

                               Daniel Simões

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Café Da Manhã


Ainda com os olhos fechados
Deslizo por seu corpo uma das mãos
Meu membro te encoxa, excitado
Ofegante e trêmula está sua respiração

Nessa conchinha gostosa
Nossos corpos buscam se aninhar
Se preparam nessa manhã chuvosa
Pra apenas um se tornar

Você rebola até que eu encaixo
Mexe gostoso e pede mais
O edredom desliza cama abaixo
Fugindo do  gozo que nos compraz

Os gemidos, essa nossa canção
Aumentam com as batidas do coração
Ruborizados, fervilhamos para a explosão
E explodimos em gozo essa nossa paixão